Esta semana tive, mais uma vez, o privilégio de acompanhar uma família que confiou no meu trabalho desde as 9 semanas de gestação. Foi um caminho longo, cheio de descobertas, expectativas e cuidado. Um percurso construído com presença, escuta e entrega, até a chegada tão esperada do bebê. Agora, com o bebê no colo, durante as sessões de acompanhamento de amamentação e pós-parto, ouvi com delicadeza e firmeza uma frase que ficou ecoando em mim:
“Eu quero viver a maternidade por completo. Eu quero amamentar.”
Com a sua autorização, escrevo aqui o nome dessa grande mulher, Dayani M. Souza, que me proporcionou uma reflexão profunda sobre maternidade e amamentação.
A maternidade vai muito além do físico. Não se resume a sentir o bebê crescer dentro de nós. Ela começa ali, mas transcende o corpo. Passa pelos pensamentos sobre como será o bebê, pelas expectativas sobre o parto, pelos medos e desejos do pós-parto, pelas dúvidas e decisões sobre amamentar.
Viver a maternidade por completo é permitir-se sentir cada etapa. É reconhecer os desafios sem perder de vista o propósito. É entender que amamentar, para muitas mulheres, não é apenas nutrir. É vínculo, é presença, é escolha consciente.
E quando essa escolha é feita com informação, apoio e acolhimento, ela se torna ainda mais forte. Que possamos respeitar cada jornada. E que cada mulher tenha espaço, suporte e segurança para viver a maternidade da forma que faz sentido para ela.
A grande chave, acredito eu, é fazer aquilo que faz sentido para a mulher e para a família. Não existe uma fórmula pronta. Não existe um único caminho certo. Existe o que é possível, o que é desejado e o que é construído dentro daquela realidade.
A singularidade da maternidade é algo que me impressiona sempre. Cada história tem seu ritmo, seus desafios, suas conquistas silenciosas. O que para uma mulher é leve, para outra pode ser desafiador. O que para uma família funciona, para outra não faz sentido. E está tudo bem.
Quando uma mulher diz com convicção “eu quero viver a maternidade por completo”, ela está falando sobre presença. Sobre escolha. Sobre se permitir atravessar cada fase com consciência, inclusive as dificuldades. E quando a família caminha junto, oferecendo suporte e compreensão, tudo se fortalece.
Me sinto profundamente privilegiada por fazer parte da trajetória desta família e de tantas outras que já acompanhei. Estar presente desde o início da gestação, atravessar o parto, acolher no pós-parto, apoiar na amamentação… é mais do que trabalho. É responsabilidade, é confiança, é vínculo.
Acompanhar essas histórias me lembra todos os dias que maternidade não é sobre perfeição. É sobre verdade. É sobre construir, passo a passo, uma experiência que respeite a mulher, o bebê e a família como eles são.
E é justamente isso que torna cada jornada única e tão especial.
Obrigada Dayani e Patrick pela confiança, foi uma jornada incrível.